Rio do Sul

Rio do Sul é ponto de encontro das culturas alemã e italiana. Capital econômica e do comércio do
Alto Vale o município apresenta ainda inúmeras belezas naturais como paredões de cachoeiras,
rios e montanhas que podem ser explorados de bicicleta ou a pé, e servem ainda para a prática
de esportes como voo livre e canyoning. A cidade também preserva suas tradições em festas
como a Kegelfest, Festa Nacional do Bolão, Anima Italiana e Motosul. Feiras como a Habitavi e
Fersul, movimentam a indústria e o comércio da região. Outro destaque é a boa oferta de
indústrias e confecções de jeans.
Localizado no Vale Europeu, Rio do Sul destaca-se através das belas paisagens naturais, da herança cultural e da diversidade industrial, através dos setores de vestuário, metalmecânico e eletrônico. Parada obrigatória daqueles que passam pela rodovia BR-470 e visitam, diariamente, o Fabricenter 470 e o Centro Comercial Pólo Shopping, em busca dos produtos em jeans, malha e moda em geral, a cidade vem se consolidando no cenário de aventuras, através do cicloturismo, trekking e voo livre.
Em Rio do Sul você não pode deixar de conhecer construções históricas como a Catedral São João Batista, uma das mais belas da região; Museu da Madeira que retrata parte da história do período do desenvolvimento econômico da região; o Museu Histórico Cultural que ocupa o espaço da antiga estação ferroviária e Ponte do Arcos, que era passagem para o trem que cortava a cidade.

Rio do Sul tem muito mais a oferecer...

Festa Nacional do Bolão - Kegelfest

Consolidado como o principal evento da cidade, a Kegelfest faz parte do Circuito das Festas de Outubro de Santa Catarina. Criada para valorizar as tradições e costumes da colonização germânica e dar ênfase na prática do Bolão, a festa oferece diversas atrações, dentre elas o Torneio Nacional de Bolão 23 e o Torneio Kegelfest. Aberto ao público, com escolha de rainhas, princesas, reis e cavalheiros do Bolão, Tiro de Carabina e Tiro ao Pássaro, o Desfile Oficial de Abertura "Valorizando as Tradições", diversas Bandas Típicas e Apresentações Folclóricas, Kinderfest, Bier Platz e Essen Platz.

Festa de São João

Homenagem ao padroeiro da cidade. A festa dura cinco dias, com novenas, danças folclóricas, shows artísticos e comidas típicas. Realizada no mês de junho, a festa acontece nos arredores da Catedral São João Batista.

Catedral São João Batista

Cartão postal, a Catedral São João Batista tem mais de 60 anos. Após a inauguração da pedra fundamental, em 1949, a Catedral São João Batista começou a ser construída em 1950. A construção neogótica, de localização elevada e privilegiada no centro da cidade, foi concluída em 1957 e forma um conjunto harmonioso com o Colégio Dom Bosco, Praça Ermembergo Pellizzetti e o monumento do Cristo.

Em seu interior, a Catedral ostenta técnicas construtivas expressivas e singulares, mão-de-obra apurada, nichos que contém imagens sacras numa proporção estudada e perfeita. Abóbadas, colunas, altar principal imponente decorado em mármore, pinturas nas paredes e teto com variadas luminárias.

Nos vitrais da Catedral, de riquíssimo valor, pode-se encontrar os nomes de famílias benfeitoras, da região. A construção, um dos cartões postais de Rio do Sul, símbolo do Alto Vale, é fruto do trabalho do arquiteto Simão Gramlich e do engenheiro Gino Alberto de Lotto e foi erguida no lugar da antiga Igreja Matriz.

Funcionamento Secretaria:
Seg a Sex das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h30
Sábado das 8h às 12h

Missas:
Diariamente às 19h
Quinta às 12h30
Domingo às 7h, às 9h e às 19h

secretaria@catedralderiodosul.com.br
www.catedralderiodosul.com.br
Telefone: (47) 3521-0769
Endereço: Rua São João, 154 - Centro

Centro Cultural Prefeito Nodgi Enéas Pellizzetti

Instituída em 24 de agosto de 1989, pela Lei Nº. 2.193, a Fundação Cultural de Rio do Sul ocupava o prédio da antiga Estação Ferroviária de Passageiros (hoje Museu Histórico Cultural de Rio do Sul). A partir de 1992, instalou-se no prédio das antigas Indústrias Gerais Ouro, inaugurado em 1941, onde ocorria o beneficiamento, a torrefação e a moagem de café, a fabricação de balas e caramelos, doces de frutas e fruticultura. O prédio é protegido através da Lei Municipal de Tombamento Histórico e abriga o espaço cultural até os dias atuais.

Em 01 de abril de 2002, conforme Decreto-Lei nº 3731, a Fundação Cultural recebe a denominação de Centro Cultural Prefeito Nodgi Eneas Pellizzetti. Atualmente, a Fundação Cultural atende mais de 2.500 alunos em seus diversos cursos. Tem como objetivos, o planejamento, a orientação, o desenvolvimento e a coordenação das atividades culturais do município.

É reconhecida por seus diversos cursos e eventos (artístico-culturais) realizados anualmente em suas instalações e no município em geral, atendendo a comunidade e estudantes, não apenas de Rio do Sul, mas de toda a Região do Alto Vale do Itajaí.

comunicacao@fundacaocultural.art.br
www.fundacaocultural.art.br
(47) 3521-7702

Museu da Madeira

Com o objetivo de estimular o visitante a recuperar seus valores culturais, apresentando parte da história do período do desenvolvimento econômico da região, o Museu da Madeira foi edificado no ano de 2011, no Parque Universitário Norberto Frahm, de propriedade da UNIDAVI.

Possui uma serraria movida a roda d’água e um acervo que conta a história do Ciclo da Exploração da Madeira no Alto Vale do Itajaí. Conta com edificação de Reserva Técnica, Área Administrativa e Acervo. O local está aberto à visitação e a entrada é gratuita. Além da comunidade, escolas podem agendar horários para conhecer o Museu da Madeira.

Horário de funcionamento:
Quartas das 8h às 12h
Quintas das 14h às 18h
Sábados das 14h às 18h

Atende também com agendamento:
museudamadeira@unidavi.edu.br
www.museudamadeira.wix.com/museu
(47) 3522-6777
Rua Herculano Nunes Teixeira, 105

Ponte dos Arcos

Inaugurada em 1937, fazia parte da Estrada de Ferro Santa Catarina, que até os anos 70 ligava o Alto Vale do Itajaí a Blumenau. Hoje é uma das pontes mais acessadas na cidade com trafego intenso.

Museu Histórico Cultural Victor Lucas

Teve sua criação em 02 de outubro de 1973. Em 1979, passou a integrá-lo, o Museu Fotográfico Alfredo dos Santos, no prédio da Antiga Estação Ferroviária. É uma instituição de interesse público que tem o objetivo de coletar, armazenar, catalogar, classificar, avaliar e conservar peças e documentos de valor histórico cultural.

Destaca-se como importante valor do Museu, estimular e cativar a imaginação do aluno e visitante, despertar sua curiosidade, aprofundar o significado daquilo que se expõe e proporcionar-lhe uma forma de reflexão. O Museu Histórico realiza atividades educativas sobre a história de Rio do Sul, para alunos e professores. Suas exposições são temporárias e permanentes, destacando-se: Indígena, Estrada de Ferro, Cotidiano do Imigrante, Famílias, Fotografias, II Guerra Mundial, Saúde e Numismática.

Horário de funcionamento:
das 8h às 11h30 e das 13h30 às 18h
Avenida Oscar Barcelos, s/n antiga
Estação Ferroviária de Passageiros - Centro

museuhistorico@fundacaocultural.art.br
www.fundacaocultural.art.br
(47) 3522-6746

Praça Ermembergo Pellizzetti

Localizada no centro da cidade, o espaço recebeu o nome de Ermembergo Pellizzetti, do Deputado Estadual responsável pela Emancipação Política e Administrativa de Rio do Sul, na década de 30.

Ponto de encontro dos moradores da cidade, foi revitalizada para receber visitantes dia e noite. Palco de inúmeros eventos culturais e sociais, possui palco com camarim, parque infantil, iluminação pública e banheiros públicos.

Aos Sábados Felizes, que acontecem no início de cada mês, diversos eventos são promovidos neste espaço. Nela está localizado um dos Pórticos Turísticos da cidade, além da Feira de Produtos Coloniais, realizada semanalmente, às sextas-feiras e reúne alguns dos produtos dos agricultores, além de promover as propriedades do turismo rural.

Parque Municipal Harry Hobus

Ponto de encontro de famílias, amigos e pessoas que buscam alguma atividade ao ar livre, o Parque Harry Hobus está localizado no Bairro Canoas, sob o Elevado José Thomé. Uma grande área com pista de caminhada, passeio de bicicleta, gramado para diversas atividades, academia ao ar livre, parque para crianças, estacionamento e fácil acesso.

Cachoeira da Magia

A Cachoeira da Magia é uma das mais belas do município com queda d’água de 35 metros de altura, o local é propício para belas fotos.

Festival de Voo Livre

Os amantes do voo livre tem um espaço especial em Rio do Sul. O Morro do Tschumi, no Bairro Bela Aliança, tem 680 metros de altitude e um desnível de 325 metros. São duas rampas, a NE que dá vista para a cidade de Lontras e a SW com vista para o Bairro Bela Aliança e Rio do Sul. Os pousos são em grandes gramados que estão sinalizados com birutas. O Clube Riosulense de Voo Livre mantem o acesso às rampas que só é possível a pé ou em carro 4x4. Nos meses de abril o Clube promove o Festival de Voo Livre com voadores do estado e do Brasil.

Motosul

Abril é mês de Motosul. O evento que acontece no Centro de Eventos Hermann Purnhagen, leva aos visitantes quatro dias de atrações especiais. Os admiradores de apresentações motociclísticas contam com os shows de Wheeling, Borrachão e Zerinho.

O Motosul tem o intuito de levar diversão, cultura, interação e vivência para a comunidade em geral e principalmente aos apaixonados por duas rodas. As exposições de motos e equipamentos específicos são, por exemplo, uma forma de expressar a paixão dos participantes e organizadores pelo veículo de duas rodas. O evento é uma realização da Esquadrilha do Asfalto Moto Grupo, com apoio da Prefeitura de Rio do Sul.

FERSUL e HABITAVI

A FERSUL – Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí, e a HABITAVI – Feira da Habitação e da Construção Civil do Alto Vale do Itajaí, que acontecem em anos alternados, movimentam a economia e servem de vitrine para os produtos da região alcançarem novos clientes no mercado regional e estadual.

Galo do Canta Galo

Escultura de sucata de 2m de altura em forma de galo, que canta todos os dias às 7h. O galo-despertador foi instalado no alto da ponte pênsil de madeira, sobre o Rio Itajaí-Açu e fica no Bairro Canta Galo, a 2 km do Centro.

Turismo Rural - Projeto 4 Cantos

Através do Projeto 4 Cantos é possível conhecer mais de 30 propriedades rurais nas localidades de Albertina, Bela Aliança, Itoupava e Valada São Paulo.

Albertina:
Visite o sítio-escola, produção de queijos e geleias, artesanato em velas, café colonial, caminhada, cachoeira e almoço à base de peixe.

Bela Aliança:
Visite o apiário, pesque-pague e queijaria, além de degustação de cachaça artesanal, café colonial ou almoço típico alemão. Ainda em Bela Aliança, o destaque é a Cachoeira da Magia, com 36m.

Itoupava:
Os visitantes podem conhecer pomares de frutas orgânicas e a produção de sucos e geleias. É onde fica a Cachoeira Itoupava, ou dos Índios, a maior da cidade, com 60m.

Valada São Paulo:
As atrações são a comunidade de descendentes de italianos, produtora de queijo, vinho, embutidos e artesanato em tear e as atividades como tiro ao prato e visita à cachoeira de 50m.

Um pouco de história

COLONIZADORES E ÍNDIOS
Muito há que se contar sobre a história de uma gente que se embrenhou na Mata Atlântica, venceu as dificuldades impostas pelo meio e conseguiu o aldeamento dos índios Xokleng que até então eram vistos como inimigos dos colonizadores. Rio do Sul começa a surgir com a tentativa de integração das povoações do litoral com os núcleos populacionais da região serrana. Toda a política imigratória do Vale do Itajaí foi realizada com esta finalidade, tornando Blumenau importante centro nas áreas de colonização. Entre as duas áreas colonizadoras, os índios Xokleng matavam sua fome com recursos da natureza, no local onde se instalavam. Fortes e destemidos defendiam-se com arcos e flechas, tentando impedir o avanço dos colonizadores sobre sua terra.

O Rio Itajaí-Açu desempenhou papel fundamental na fixação dos colonizadores na região do Alto Vale do Itajaí. O núcleo populacional que se formou às margens do rio chamava-se "Suedarm" ou seja, Braço do Sul. Em 1912, o local passou a chamar-se Bella Alliança.

O nome Rio do Sul veio somente em 1931 com emancipação política. Os tropeiros que se aventuraram pelas picadas construídas em 1878 pelo Engenheiro Emil Odebrecht, para ligar a Colônia Blumenau a Lages, precisavam esperar o período de estiagem para atravessar o Rio Itajaí do Sul. Para facilitar as comunicações, Dr. Blumenau mandou construir uma balsa em 1890. O balseiro Basílio Corrêa de Negredo enfrentou a hostilidade indígena e construiu sua choupana, que marcou o ponto de partida da formação do núcleo que, durante muito tempo, permaneceu com características rurais, desenvolvendo uma agricultura de subsistência nos lotes dos colonos de origem alemã e italiana nas várzeas do Itajaí-Açu e seus afluentes.

O DIÁRIO DE FRANKENBERGER
A descoberta do documento mais antigo de Rio do Sul, o Diário de Francisco Frankenberger alterou em partes fatos históricos da colonização de Rio do Sul. Estudos do documento culminaram com a determinação do dia da colonização, como sete de setembro de 1892.

Correntes de povoamento passaram a procurar o Alto Vale do Itajaí, formadas por descendentes da colônia de Blumenau que encontravam dificuldades para manter-se próximos das terras dos seus pais, devido ao alto preço. Para Rio do Sul, vieram os colonos dispostos a enfrentar todas as vicissitudes do meio ambiente, num isolamento quase total, devido às dificuldades de comunicação.

O FIM DE UM CONFLITO
O movimento migratório para as terras do Alto Vale, intensificou-se a partir da segunda década do século XX, quando foram, em parte, solucionados os conflitos entre os brancos e os índios.

Os “Bugres” foram aldeados numa área para eles reservada com 20.000 hectares, às margens do Rio Plate, no atual município de José Boiteux. O processo de pacificação dos indígenas da região teve início no dia 22 de setembro de 1914, quando Eduardo de Lima e Silva Hoerhann conseguiu fazer-se entender aos Xokleng. Para tanto, mostrou suas intenções de amizade entrando na mata.

Conta a história que ao encontrar os índios desconfiados, tirou suas roupas e jogou suas armas. Hoerhann passou a viver entre eles aprendendo sua língua e costumes. Aldeados, os índios tiveram oportunidade de sobrevivência, reduzindo-se assim os constantes conflitos.

ESTRADAS PARA O PROGRESSO
Os concessionários do governo passaram a percorrer todo o litoral fazendo propaganda de novas terras para a colonização, com o objetivo de expandir as correntes migratórias, que subiram o Alto Vale do Itajaí, fazendo crescer os núcleos germânicos e italianos. A construção de estradas, contratadas pelo governo, cujo pagamento era realizado pela concessão de terras devolutas para serem colonizadas alavancou este progresso.

Rio do Sul impôs-se aos demais núcleos do Alto Vale do Itajaí desde o início, graças à sua posição geográfica privilegiada. Estrategicamente localizada, no ponto de encontro das rodovias, começou a desenvolver um intenso comércio de produtos extraídos da área rural, enquanto a indústria surgia aos poucos.

Outro fato que desencadeou o crescimento, foi a construção da Estrada de Ferro, (hoje extinta) com planos de reimplantação através da Tremtur, permitindo a exploração de novas fontes de economia, como foi o caso da madeira.

Dados: Cátia Dagnoni
Arquivo Histórico

Principais distâncias e como chegar
Blumenau: 97 km
Lages: 121 km
Joinville: 177 km
Florianópolis: 190 km
Porto Alegre: 463 km
Curitiba: 335 km
São Paulo: 699 km
Brasília: 1670 km
Contato e informações turísticas
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
(47) 3531-1200
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